Caso de estupro
Adolescente relata em vídeo ter sido vítima de estupro por dois professores em Guaratuba
Jovem de 17 anos afirma possuir gravação e conversas relacionadas ao caso; identidade será preservada e investigação tramita sob sigilo de Justiça
Publicado em 27/08/2026 às 21:55
O adolescente de 17 anos envolvido em uma investigação sobre possível violência sexual em Guaratuba relatou, em um vídeo publicado nas redes sociais, que teria sido estuprado por dois professores do Colégio Estadual Gratulino de Freitas. O jovem também afirmou possuir registros em vídeo e conversas que, segundo ele, estão relacionados ao caso.
Por se tratar de um adolescente e de uma investigação que tramita sob sigilo de Justiça, a reportagem não divulgará o nome, imagens ou outras informações que possam permitir sua identificação. Trechos de conteúdo íntimo ou sexualmente explícito apresentados pelo jovem durante a transmissão também serão preservados.
“Quarta-feira, dia 19, eu sofri um abuso, eu fui estuprado por dois professores”, afirmou o adolescente durante a gravação.
O caso teria ocorrido na noite de quarta-feira (19) e foi comunicado à Polícia Civil do Paraná (PCPR) na quinta-feira (20). A investigação está sob sigilo.
Durante o vídeo, o adolescente afirmou que conseguiu registrar parte do episódio com o próprio celular. Segundo o relato, a gravação mostraria os dois homens que ele acusa de envolvimento. O jovem também disse possuir capturas de tela de conversas e mensagens anteriores que teriam sido trocadas com os investigados.
“Eu tenho provas que eu fui estuprado”, declarou em outro momento da transmissão. Ele afirmou ainda ter guardado “um pouco do vídeo” e conversas que, em sua versão, demonstrariam contatos anteriores com os professores.
Adolescente relata exames após o episódio
No vídeo, o jovem também falou sobre os procedimentos realizados após comunicar o caso. Ele contou que passou inicialmente por atendimento em Guaratuba e, posteriormente, foi encaminhado a Paranaguá, onde realizou exames.
Segundo o adolescente, foram feitos testes para infecções sexualmente transmissíveis e exame de corpo de delito. Ele relatou ainda que lesões apresentadas após o episódio foram registradas durante o procedimento pericial.
As informações são compatíveis com o encaminhamento realizado após o caso chegar às autoridades. O adolescente foi levado ao Hospital Regional do Litoral, em Paranaguá, para a realização de exames e também passou por exame de corpo de delito.
Primeiro relato chegou à polícia por meio da escola
As informações preliminares sobre o caso foram registradas em Boletim de Ocorrência depois que a diretora do Colégio Estadual Gratulino de Freitas procurou a unidade policial para comunicar fatos que haviam chegado ao seu conhecimento.
Conforme o BO, a diretora recebeu as primeiras informações por intermédio do pai de um aluno. O homem relatou que seu filho teria contado que um amigo da escola foi conduzido por um professor, acompanhado de outro homem, sob o pretexto de receber uma carona para casa.
Segundo esse relato inicial, o adolescente teria permanecido aproximadamente uma hora e meia na residência dos homens e, posteriormente, teria sido encontrado pelo amigo apresentando hematomas no pescoço e sangramento.
No registro policial, a diretora esclareceu que não presenciou os fatos e que compareceu à Polícia Civil para comunicar as informações que haviam sido repassadas pelo pai e pelo aluno.
É no relato feito posteriormente pelo próprio adolescente nas redes sociais que ele identifica os dois homens envolvidos como professores da instituição e afirma ter sido vítima de violência sexual.
PCPR investiga o caso
A Polícia Civil do Paraná informou que investiga a ocorrência e realiza diligências para esclarecer as informações registradas no Boletim de Ocorrência.
Por tramitar sob sigilo de Justiça, não foram divulgados detalhes sobre depoimentos, materiais eventualmente apreendidos ou apresentados à investigação, nem sobre outras medidas adotadas durante a apuração.
O Núcleo Regional de Educação (NRE) de Paranaguá também informou que acompanha o caso. Segundo o órgão, assim que tomou conhecimento da situação, a direção do Colégio Estadual Gratulino de Freitas adotou as providências cabíveis e procurou a Polícia Civil.
De acordo com o NRE, um dos professores mencionados na ocorrência foi chamado a comparecer ao Núcleo para as providências preliminares cabíveis. O outro profissional já se encontrava de licença antes do episódio e estava afastado da sala de aula.
Fonte: Portal da Cidade Guaratuba
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