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Requião Filho critica pedágio e aponta Ponte de Guaratuba como única marca de Ratinho Jr

Ao tratar do Litoral, candidato ao Governo do Paraná defendeu maior fiscalização das concessões rodoviárias e mencionou a Ponte de Guaratuba

Publicado em 18/08/2026 às 20:50
Atualizado em

(Foto: Reprodução YouTube)

A Ponte de Guaratuba, a importância logística do Litoral e os impactos do novo modelo de pedágio no Paraná apareceram entre os temas abordados pelo deputado estadual Requião Filho (PDT), candidato ao Governo do Estado, durante sabatina realizada nesta terça-feira (18) pela Jovem Pan News Paraná. 

Embora boa parte da entrevista tenha sido dedicada a temas estaduais, como concessões rodoviárias, incentivos fiscais e críticas à atual administração, Requião Filho mencionou diretamente o Litoral ao defender que a localização geográfica do Paraná e a presença do Porto de Paranaguá representam vantagens naturais para a atração de empresas e investimentos.

Ao falar sobre política tributária, o candidato afirmou que o Estado deveria buscar uma estratégia de desenvolvimento que aproveite melhor suas características logísticas, em vez de depender de concessões indiscriminadas de benefícios fiscais.

“Eu acho que a gente poderia atrair empresa sendo Paraná, com uma logística mais inteligente, com o nosso georreferenciamento. Nós somos um estado com porto, somos o estado que liga São Paulo, Mato Grosso, que liga Argentina. Então nós temos, geograficamente, uma posição maravilhosa para atrair empresas estratégicas”, afirmou.

Ponte de Guaratuba aparece entre críticas à atual gestão

Guaratuba foi mencionada diretamente quando Requião Filho fez uma avaliação crítica do governo Ratinho Junior (PSD). O candidato afirmou que, na avaliação dele, a Ponte de Guaratuba é uma das poucas grandes obras capazes de marcar a atual administração estadual.

“[O governador] será um hiato na história política do Paraná, sem nenhuma marca real, sem nenhuma grande obra do seu governo fora a Ponte de Guaratuba”, declarou.

A declaração ocorreu dentro de um discurso mais amplo de oposição à gestão estadual. Requião Filho integra a Assembleia Legislativa do Paraná (Alep) há quase 12 anos e tem atuação marcada pela oposição aos governos de Beto Richa e Ratinho Junior.

Pedágio concentra críticas

O modelo das novas concessões rodoviárias do Paraná ocupou uma parcela significativa da sabatina. Requião Filho voltou a fazer críticas aos contratos e disse que, em um eventual governo, pretende cobrar de forma rigorosa o cumprimento das obras previstas.

O candidato atribuiu a construção do modelo ao governo estadual, ao então Ministério da Infraestrutura e às concessionárias e declarou que considera as condições adotadas prejudiciais ao Paraná.

“Eu acho que é um roubo. É um modelo escrito a quatro mãos pelo Sandro Alex [candidato a governador apoiado por Ratinho Júnior], pelo Tarcísio [de Freitas, então ministro da Infraestrutura no governo de Jair Bolsonaro, de 2019 a 2022] e pelas pedageiras”, afirmou.

Em outra passagem, Requião Filho criticou também a participação do Governo Federal na implementação das concessões e sustentou que a promessa de tarifas significativamente mais baixas não teria se confirmado.

Estado teria papel de fiscalização

Requião Filho reconheceu durante a entrevista que parte importante das decisões sobre as concessões não depende exclusivamente do Governo do Paraná. Os contratos do novo modelo envolvem o Governo Federal e são regulados pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT).

Segundo o candidato, caberia a uma eventual gestão estadual acompanhar a execução dos investimentos e comunicar aos órgãos responsáveis possíveis descumprimentos.

“Nós podemos fiscalizar se as obras acontecem ou não e denunciar. Infelizmente, o pedágio hoje está na mão da Justiça Federal, Governo Federal, Ministério Público Federal e da ANTT. Cabe a nós fiscalizar”, declarou.

Fonte: Jovem Pan News

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