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Política social

Orçamento de 2027 prevê salário mínimo de R$ 1.741, mas mantém Bolsa Família em R$ 600

Proposta enviada ao Congresso nesta segunda-feira (31) eleva previsão do piso nacional, mas não prevê reajuste no benefício mínimo do programa social

Publicado em 01/09/2026 às 13:34

Imagem Ilustrativa (Foto: Reprodução/Internet)

O projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) de 2027 da União, encaminhado pelo Governo Federal ao Congresso Nacional na noite desta segunda-feira (31), prevê salário mínimo de R$ 1.741 a partir do próximo ano. A proposta também mantém em R$ 600 o valor mínimo pago às famílias beneficiárias do Bolsa Família.

A nova estimativa para o salário mínimo é R$ 24 superior aos R$ 1.717 previstos anteriormente no projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO). Em relação ao piso atual, de R$ 1.621, o valor projetado para 2027 representa um aumento nominal de aproximadamente 7,4%.

A correção segue a política de valorização do salário mínimo atualmente em vigor. Pela regra, o reajuste considera a inflação medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), acrescida de ganho real, limitado a 2,5% acima da inflação do ano anterior.

O valor de R$ 1.741, porém, ainda não é definitivo. O cálculo final dependerá do comportamento da inflação até novembro deste ano. Caso o INPC fique acima do estimado pelo governo, o salário mínimo de 2027 poderá ser maior.

Bolsa Família permanece em R$ 600

Enquanto o salário mínimo tem previsão de aumento, o projeto do Orçamento de 2027 não inclui reajuste nos valores pagos pelo Bolsa Família. Dessa forma, o benefício mínimo continuará em R$ 600 por família.

A proposta reserva R$ 157,1 bilhões para o programa social em 2027. O montante é inferior aos R$ 158,6 bilhões previstos para 2026 e aos R$ 167,2 bilhões destinados ao Bolsa Família em 2025.

O valor básico do programa permanece sem reajuste desde o relançamento do Bolsa Família, em março de 2023. 

Além do benefício mínimo de R$ 600, o Bolsa Família mantém pagamentos adicionais de acordo com a composição familiar. São previstos R$ 150 extras para cada criança de até 6 anos; R$ 50 para gestantes; R$ 50 para crianças e adolescentes de 7 a 18 anos incompletos; e R$ 50 para bebês de até 6 meses.

Os adicionais podem ser acumulados pela mesma família quando houver integrantes enquadrados em mais de uma das situações previstas pelo programa.

Em agosto de 2026, 4.672 famílias de Guaratuba receberam o Bolsa Família, segundo dados do Portal da Transparência do Governo Federal. O número representa um aumento de 6,1% em relação a junho de 2025, quando 4.404 famílias do município eram atendidas pelo programa. Em pouco mais de um ano, portanto, 268 famílias a mais passaram a constar entre as beneficiárias.

Em junho de 2025, os repasses do Bolsa Família para Guaratuba somaram aproximadamente R$ 2,9 milhões. Considerando as famílias atendidas naquele mês, o valor corresponde a uma média de cerca de R$ 659 por família, embora o benefício efetivamente recebido varie conforme a composição familiar e os adicionais previstos pelo programa.

Quem tem direito ao benefício

Para ingressar no Bolsa Família, a principal regra é que a renda mensal por pessoa da família seja de até R$ 218. Também é necessário estar inscrito no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal (CadÚnico), manter as informações atualizadas e cumprir as condicionalidades relacionadas principalmente à saúde e à educação.

O projeto da Lei Orçamentária ainda será analisado pelo Congresso Nacional. Durante a tramitação, parlamentares poderão modificar tanto a distribuição dos recursos quanto outras previsões de despesas e receitas antes da aprovação definitiva do Orçamento de 2027.

Fonte: Portal da Cidade Guaratuba

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