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Bons Olhos amplia atendimento e passa a receber estudantes no Ypiranga

Programa entra em nova etapa de atendimentos em Guaratuba e segue com triagens até o dia 28; cerca de 5 mil estudantes devem ser avaliados

Publicado em 18/08/2026 às 10:12

Imagem Ilustrativa (Foto: Reprodução/Internet)

O Programa Bons Olhos Paraná segue com os atendimentos em Guaratuba e, a partir desta terça-feira (18), passa a receber os estudantes no Clube Ypiranga (Travessa Marumby, 100, Centro). As triagens foram realizadas inicialmente na Colônia dos Fiscais e, na segunda-feira (17), atenderam alunos da área rural. Agora, o programa segue no novo local até o dia 28, dentro do cronograma que prevê alcançar cerca de 5 mil estudantes das redes municipal e estadual até o fim do mês.

Nesta primeira fase, os estudantes passam por triagem oftalmológica, teste de acuidade visual e avaliação da mobilidade ocular. O objetivo é identificar alterações que possam comprometer a visão e, consequentemente, o aprendizado e a rotina escolar.

Segundo Bruna Yamaguchi, diretora da Atenção Primária e Vigilâncias da Saúde de Guaratuba, a maior parte dos estudantes avaliados não apresenta alterações oftalmológicas, mas entre os casos identificados, os mais comuns estão relacionados à necessidade de correção visual com lentes.

Depois da triagem, serão feitos mais exames nos estudantes que necessitarem da avaliação com oftalmologista, que será a segunda fase”, explica.

A segunda etapa será destinada aos alunos que apresentarem necessidade de avaliação mais aprofundada. Nesses casos, serão realizadas consultas oftalmológicas, definição da correção visual e escolha da armação. Posteriormente, os óculos serão entregues gratuitamente.

As alterações mais frequentes serão atendidas pelo próprio programa. Quando houver necessidade de outros tratamentos ou acompanhamentos específicos, os estudantes serão encaminhados para a Rede Municipal de Saúde.

Segundo Bruna, esses estudantes continuarão sendo acompanhados pelos serviços de saúde conforme a necessidade identificada.

Diagnóstico pode refletir no desempenho escolar

Além de ampliar o acesso ao atendimento oftalmológico, o programa também busca identificar dificuldades que muitas vezes ainda não foram percebidas pelas famílias, professores ou pelos próprios estudantes.

Bruna destaca que problemas de visão podem interferir diretamente na atenção e no rendimento escolar. “Quem não está enxergando tão bem tem mais dificuldade de acompanhar as aulas e de focar a atenção”, explica.

O diagnóstico precoce também permite identificar outras condições que podem exigir tratamento. Entre os sinais aos quais pais e professores devem ficar atentos estão queixas de dificuldade para enxergar de perto ou de longe e dores de cabeça frequentes.

Para a diretora da Escola Municipal Adolpho Vercesi, Maira Temoteo Alves, a identificação e a correção dos problemas visuais podem trazer mudanças importantes para a rotina em sala de aula.

Isso com certeza ajuda bastante. Melhora a leitura, a escrita da criança, faz com que o aluno estude com mais atenção e tenha mais participação na aula”, destaca.

Ela explica ainda que, antes do início das avaliações, as famílias receberam uma ficha de autorização e um formulário com informações relacionadas à saúde ocular dos estudantes. Apenas os alunos autorizados pelos responsáveis participam da triagem.

Atendimento chega também à área rural

O programa contempla estudantes de 6 a 17 anos, do 1º ano do Ensino Fundamental ao 3º ano do Ensino Médio. Segundo Maira, estão incluídas dez escolas municipais da área urbana, sete escolas da área rural e sete instituições estaduais, além da Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) e da Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Visuais de Guaratuba (Apadevg).

Na segunda-feira (17), os atendimentos foram concentrados nos estudantes da área rural. A partir desta terça-feira (18), o trabalho passa a ser realizado no Ipiranga, onde permanece até o dia 28.

A expectativa é que o rastreamento permita alcançar praticamente todos os estudantes da rede pública cujas famílias tenham autorizado a participação.

O programa ajuda a identificar crianças e adolescentes que não perceberam dificuldades, nem a família e nem a escola perceberam ainda que existe alguma questão ocular”, esclarece Bruna.

O Bons Olhos Paraná é uma política pública da Secretaria de Estado do Desenvolvimento Social e Família (Sedef), desenvolvida em parceria com a ONG Renovatio e, em Guaratuba, com a participação das secretarias municipais de Saúde, Assistência Social e Educação.

A iniciativa já está presente em mais de 110 municípios do Paraná e busca ampliar o acesso de crianças e adolescentes da rede pública ao diagnóstico, à correção visual e, quando necessário, ao acompanhamento especializado.


Fonte: Portal da Cidade Guaratuba

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