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Tragédia na BR-376

Justiça reabre inquérito sobre tragédia na rodovia BR-376

Laudo aponta que o deslizamento que matou duas pessoas em Guaratuba poderia ter sido evitado.

Publicado em 11/06/2026 às 05:41

(Foto: Adryel Pabst/Prefeitura de Garuva)

Três anos e meio após o deslizamento de terra na BR-376 em Guaratuba, o Tribunal de Justiça do Paraná determinou o desarquivamento do inquérito policial que apura o caso. A tragédia, ocorrida em novembro de 2022, atingiu 14 pessoas e causou a morte dos caminhoneiros João Pires, de 60 anos, e Marcio Rogerio de Souza, de 51. A decisão de reabrir a investigação foi motivada por um novo laudo pericial encomendado pelas famílias das vítimas.

O documento revelou que a Arteris Litoral Sul, concessionária responsável pelo trecho, havia alertado a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT) sobre os perigos geológicos em março de 2019. O relatório apontava 100% de probabilidade de movimentação de massa no quilômetro 669. Segundo a defesa das famílias, a empresa não implementou medidas de gestão para mitigar os riscos e o desastre poderia ter sido evitado com a simples interdição da pista.

Com base nas novas evidências, o Ministério Público do Paraná concordou com o desarquivamento e concedeu um prazo de 60 dias para que a Polícia Científica realize uma nova perícia técnica para avaliar as causas e a previsibilidade do evento. A Polícia Civil informou que aguarda a notificação oficial para retomar as investigações, enquanto a concessionária Arteris Litoral Sul optou por não se manifestar.

No âmbito civil, as famílias pleiteiam indenizações por danos morais, materiais e pensionamento. Na esfera criminal, buscam a responsabilização dos gestores e técnicos envolvidos. Para os familiares, as feridas continuam abertas e o sentimento de impunidade agrava a dor da perda, gerando a indignação de que as mortes poderiam ter sido evitadas caso o trecho tivesse permanecido fechado desde os primeiros sinais de deslizamento naquele dia.

Fonte: G1 Paraná

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