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Fauna Marinha

Baleias-de-Bryde são flagradas perto de Guaratuba em sobrevoo

Monitoramento aéreo da UFPR e IAT registrou mais de 60 animais marinhos no litoral paranaense.

Publicado em 23/07/2026 às 10:44

(Foto: LEC-UFPR)

Um monitoramento aéreo realizado no último final de semana (18 e 19 de julho) resultou em importantes registros da megafauna marinha na costa do estado. A operação contabilizou mais de 60 ocorrências de animais, com destaque para a aparição inédita no projeto de dois indivíduos de baleia-de-Bryde (Balaenoptera brydei) que se deslocavam nas proximidades da Baía de Guaratuba.

A ação integra o Projeto de Monitoramento da Megafauna na Zona Costeira do Paraná (MegaCoast), desenvolvido pelo Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR) e pela Associação MarBrasil, com recursos do FUNBIO. Os sobrevoos ocorreram em parceria com o Instituto Água e Terra (IAT) e apoio do Centro de Operações Aéreas (COA-IAT).

Espécies ameaçadas e conservação

Além das baleias-de-Bryde — uma espécie oceânica classificada com "Dados Insuficientes" nas listas de ameaça —, as equipes identificaram grupos de botos-cinza, toninhas, tubarões, diversas raias e uma tartaruga-cabeçuda. O conjunto de avistamentos evidencia a rica biodiversidade local durante o inverno e reforça a importância das áreas de conservação.

A pesquisadora do LEC-UFPR, Daiane Marcondes, explica que a espécie gigante já foi vista na região em outros anos, mas os novos flagrantes são vitais. O objetivo é compreender a frequência com que esses animais utilizam a costa paranaense, contribuindo diretamente com políticas públicas nacionais de gestão costeira.


Esforço integrado e apoio da população

O trabalho aéreo é complementado por campanhas embarcadas, que atualmente monitoram a passagem das baleias-jubarte durante a temporada migratória. A coordenadora do LEC-UFPR, Camila Domit, ressalta que integrar diferentes métodos de pesquisa permite orientar melhor os tomadores de decisão e gerar bases sólidas de dados para a preservação do ecossistema.


A comunidade litorânea e os turistas também podem contribuir com a pesquisa científica. Quem avistar animais marinhos pode registrar a ocorrência — informando data e localização aproximada, além de anexar fotos ou vídeos — por meio de um formulário online (lecufpr.net/viu-algum-animal). A recomendação dos especialistas é sempre manter uma distância segura da fauna e respeitar a legislação ambiental.

Fonte: LEC-UFPR

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