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PREFEITURA 2025

Maurício Lense concede entrevista para a Alternativa FM, veja na íntegra

A entrevista ocorreu na manhã desta quarta-feira (9).Confira a entrevista na íntegra no Portal da Cidade em vídeo no final da reportagem.

Publicado em 09/10/2024 às 17:53
Atualizado em

(Foto: Jezreel de Freitas/Portal da Cidade)

Na manhã desta quarta-feira (9), a Alternativa FM recebeu nos seus estúdios o prefeito eleito Maurício Lense, que ocupará o Poder Executivo a partir de 1 de janeiro de 2025.

Em entrevista exclusiva, durante a edição do Jornal da Cidade, o prefeito eleito respondeu os questionamentos sobre os próximos anos e falou como deve lidar com a infraestrutura e as novas direções que devem chegar com o término da construção da Ponte de Guaratuba.

Confira a entrevista na íntegra no Portal da Cidade.

Paulinho Max: Antes de começar o nosso bate papo, quero desejar uma excelente gestão e que você cumpra tudo o que foi colocado no seu plano de governo.

Maurício Lense: Eu só tenho agradecer a Deus primeiro por ter permitido levar a todos essa mensagem de mudança para a cidade, as pessoas acolheram e graças a Deus a gente foi escolhido. A gente só tem a agradecer agora.

PM: Maurício, quais as tuas prioridades nos primeiros 100 dias de governo?

ML: A gente vai primeiro atender a questão da saúde, nós entendemos que a saúde em Guaratuba está precária, as pessoas estão precisando muito desse acolhimento e intensificar as nossas ações primeiramente nessa direção, mas claro a gente vai fazer ações em todas as áreas. Temos um princípio de trabalho que a gente usou em outras situações que a gente já teve. Queremos fazer o maior número de ações possíveis, ações menores para a gente equilibrar tudo. Sabemos que vamos pegar uma situação difícil na prefeitura, então a gente vai intensificar essas ações de uma forma urgente, para poder equilibrar para depois estar passo a passo realizando aquelas maiores que a gente já apresentou aí em todas as situações, enquanto estávamos em campanha.

PM: Eu me recordo que o senhor falava em fazer uma PPP, Participação Público Privada, acredito que na questão do Pronto Socorro já tem um projeto para isso? Uma conversa iniciada?

ML: Sim, a gente tem uma conversa iniciada, com um grupo de médicos que tem o interesse de fazer essa parceria, na verdade o pronto atendimento vai ser um trabalho que a gente vai realizar, antes de construir um novo hospital, a gente vai ter que ter um atendimento melhor no que já existe, tanto no pronto atendimento quanto no hospital maternidade que tá sendo construído, a gente vai ter que terminar isso, tanto nos postos de saúde, a gente vai ter que intensificar o trabalho, melhorar a saúde.

Essa parceria seria para um novo hospital que a gente pretende construir, equipar e esse grupo iria gerenciar o hospital de uma forma que a gente pudesse atender tanto convênios e particular, quanto o SUS. Lá, a gente pretende ter um centro de diagnósticos para realizar a maioria dos exames, sem ter que tá precisando ir para outras cidades, como São José, saindo daqui 3h da manhã, chegando às 9h da noite, às vezes uma pessoa que é idosa ou tá doente. E lá, também há um centro de especialidades nessa mesma condição de SUS e privado também.

PM: No seu plano de governo você também tratou sobre a questão de infraestrutura da cidade e planejamento urbano, como você pretende lidar com isso?

ML: Veja bem Paulinho, nós temos aí uma ponte sendo construída e vamos ter um crescimento exponencial. Nós precisamos estar preparados para poder receber esse impacto que vai haver desse crescimento. Então a gente ter que trazer infraestrutura na questão dos binários necessários, fazendo alongamento de ruas, a infraestrutura urbana tem que ser melhorada para que a gente consiga fluir o trânsito na nossa cidade.

Veja bem, nós temos ruas hoje, que mesmo fora da temporada, não comportam o trânsito da cidade, então isso tem que ser melhorado. Isso é urgente.

Chegando a temporada, quando chegar a ponte imagina o fluxo de veículos e de pessoas que precisam ter a facilidade de transitar. Porque no plano de mobilidade urbana previa que nós temos que ter 57 Km de ciclovia. Deveria ter sido feito 15 km de ciclovia, mas nada foi feito. A gente quer que a pessoa saia ao lado da Barra do Saí e venha de bicicleta até o Mirim usando ciclovia nas ruas transversais também. Esse é o objetivo que a gente vai lutar e trabalhar para a gente conseguir.

PM: Você pretende fazer alguma revisão no plano diretor, na mobilidade urbana?

LM: Sim, mas eu acho que nós temos que fazer um estudo para ver algumas questões que podem ser pontuais que devem ser mudadas, acredito que sim.

PM: Como sua administração planeja incentivar o desenvolvimento econômico local e a geração de empregos?

LM: Os setores que devem ser atacados para a gente gerar empregos primeiro pela ponte que deve ser um atrativo para as empresas se instalarem aqui, destravar a questão ambiental que é um entrave e atrapalha os investimentos aqui.

Nós temos que ver as questões da taxas da Prefeitura na construção civil agilizar os processos de liberação das obras, para os investidores, para que se sintam atraídos em Guaratuba à construção civil, que gera muita emprego e na questão do Turismo que é um gerador de emprego, é uma fábrica sem chaminé.

Então tem que ser feito investimentos, foi feito um centro de eventos em Guaratuba que não funciona. Foi feito no lugar errado a pessoa não admite, e a coisa não funciona. Então vamos ter que achar um local para construir um novo centro de eventos, ter um centro de convenções, para que a cidade entre na rota do turismo religioso, turismo empresarial para que a gente possa gerar vagas de empregos e serviço para a população também a gente tem que atacar a os nossos jovens, então ele tem que estar preparado e vamos trazer uma escola técnica para cá. Essas vagas da escola técnica, com cursos de formação para que elas possam assumir essas vagas e não trazendo gente de fora para que elas possam trabalhar.

PM: É bastante trabalho né Maurício, porque a previsão da Ponte é que fique pronta em 2026, então são dois anos para fazer tudo isso.

ML: Podem falar que parece uma fantasia, mas na verdade é uma necessidade muito grande de organizar isso porque foi deixado de lado. Tá atrasado isso né, outra coisa que não foi feito, é quando vir a questão da ponte, essa direção não foi feita nos estudos, se foi, não apareceu, as pessoas daqui têm que saber onde investir, o que investir. Se não, pessoas de fora vão fazer os investimentos e os empresários daqui também vão ficar olhando e sem saber o que fazer ou investir. Tem que ser feito rápido para que as pessoas de Guaratuba não percam para os investidores que moram fora, para o crescimento ficar aqui dentro da cidade.

PM: A nossa equipe checou e a Prefeitura atualmente tem 163 dos 167 cargos de comissão, fora 13 secretarias, 2 subprefeituras, procuradores e ouvidor e controlador, e tem também uma empresa terceirizada com mais 54 cargos, então passa de 200 cargos. O senhor planeja reduzir estes cargos?

ML: Nossa cidade é uma cidade muito grande que tem um orçamento gigantesco né. Então veja bem, a gente tem que ver aquilo que tá funcionando, o que funciona desses 164 cargos. Será que todos estão sendo utilizados da forma correta ou alguns estão sendo desnecessários? Então nós vamos fazer esse levantamento para que a gente tenha realmente a visão daquilo que a cidade precisa. Vai ser um pouco menos, mas secretarias eu acho que tá bem dentro, pelo tamanho da cidade. Também temos a Subprefeitura do Coroados que não tá funcionando. Tem que fazer dar resultado. A Subprefeitura do Cubatão também tem que ter pessoas que dão o resultado necessário para a área rural, esse é o nosso objetivo, fazer as coisas funcionarem e que tem o resultado é uma questão de qualidade de serviço que está sendo oferecido.

PM: Fora esse funcionários comissionados, temos 1800 funcionários concursados. Ontem quando anunciamos que o senhor viria aqui, a gente foi muito perguntado se vai ser mantido um trabalho em conjunto. É importante o pessoal ouvir do senhor essa declaração.

LM: Claro que a gente vai ter respeito pelas pessoas que estão lá, estão trabalhando. Até muito mais do que isso, eu acho que a gente pondo as questões econômicas em ordem a gente vai partir para a valorização do funcionário, do salário cumprindo o plano de cargos e salários e lá, quando a gente puder estar com o pé no chão, a gente vai dar o Vale Alimentação, Plano de Saúde e ainda uma bonificação por assiduidade. Isso é um objetivo que a gente vai perseguir. Um compromisso com os servidores. No Guaraprev, a gente já se comprometeu que vai ter um funcionário de carreira comandando, não vai ser no cargo político é uma questão que dá uma segurança maior para o funcionário na questão da sua aposentadoria.

PM: Como está a questão da transição? Já houve um contato para tratar da transição já tem uma equipe determinada para isso?

ML: Houve contato mas a gente ainda não criou essa equipe, a gente tá formalizando isso, ainda a gente vai começar o quanto antes, mas ainda não foi montado essa equipe que vai ter com certeza, porque algumas ações têm que ser adiantadas em função da temporada, como você disse, mas a gente tá dando esse tempo ainda para baixar a poeira. Ainda tá muito no oba-a-oba, então a partir daí até o fim do mês a gente já vai estar com a equipe fechada, a gente já recebeu um sinal do prefeito abrindo a prefeitura para receber a gente para essa equipe de transição.

PM: Da sua coligação temos quatro vereadores que se elegeram e ainda tem os outros nove, articulados com a coligação da outra candidata. Então o senhor tem alguma articulação para a câmara?

ML: Eu já estive lá na Câmara fazendo uma visita na sessão e já ouvi essa questão do orçamento, a gente quer estar participando de algumas questões a gente puder tá dando alguma ideia porque aí ano que vem a gente vai ter que cumprir esse orçamento que vai ser votado agora para gente ter uma base lá com quatro vereadores nessas gestão e através deles a gente vai levar essas reivindicações que possa ter na próxima semana agora.

PM: Como você pretende garantir a continuidade dos serviços sociais para as populações mais vulneráveis de Guaratuba? E a questão ambiental, como você vai lidar com isso?

ML: O que for de lei, a gente tem que cumprir, mas na questão da área ambiental de Proteção Ambiental vai ter que ser estudada, na minha opinião temos um município que somente 3% está fora da Proteção Ambiental. O que deixa a cidade um pouco travada, que é uma questão que gera um pouco de polêmica né, mas o aeroporto que está a metade dentro da cidade e metade na APA. É uma dificuldade a gente vai ter que resolver essas questões, a gente vai ter que entrar e sentar com os órgãos responsáveis para que a gente possa ter lugares na cidade e que a gente possa conseguir fazer com que a cidade avance.

Primeiro vai ter que trazer as liberações ambientais para dentro da prefeitura, é uma questão dispendiosa, porque precisa de muitos profissionais mas é uma situação que pode ajudar a gente a resolver essas questões.

[Na questão social]

A gente vai manter todos os vínculos para essas entidades que prestam serviço social essas instituições que ajudam o poder público, isso tem que ser ajudado como a APAE, a creche Recanto Paulo VI, enfim, a APADVG, são entidades que precisam do auxílio do município, porque estão prestando um serviço para o município.

A gente quer muito trabalhar com a terceira idade com atendimento aos idosos, a gente quer criar o centro de revitalização da terceira idade. Vai ter lá no centro as pessoas de convivência maior, mais amplo e que dê condições para que faça essa movimentação.Hoje o pessoal sai daqui vai para Garuva, chega é recebido lá, e quando convida o pessoal de lá para cá, não cabe no centro de convivência.

Projeto da prefeitura existe, mas a gente tem que rever esse projeto também para ampliar porque queremos uma coisa maior, que atenda não só essa parte social, mas também um atendimento médico, odontológico, e hidroginástica, pilates tudo para o idoso, para que ele não tenha que ficar numa fila para uma simples consulta pegar uma senha e ficar de madrugada na fila.

Nós queremos um espaço para isso e lá, uma casa de apoio para os idosos em situação de abandono, nós temos muito idosos em Guaratuba nessa situação, que estão esquecidos e também, a gente quer fazer a Casa Dia, a creche do idoso, onde a família que tem o idoso em casa e precisa trabalhar, ele pode ser levado até esse lugar ou até a prefeitura buscá-lo em casa, para que ele fique nesse local. Vai ter tudo, a alimentação, diversão, para que a pessoa socialize lá, e no final do dia ele retorna para sua casa com seus filhos para sua família. Isso é uma ideia de Toledo que eu trouxe, lá em Camboriú também tem, outras cidades também. Criar nossa Casa Dia é uma ideia que pode funcionar muito bem aqui em Guaratuba.

PM: A gente sabe que a cidade de Guaratuba depende muito de um apoio do governo do estado, você tem algum alinhamento com governo, deputados estaduais e federais também?

A gente criou também alguns caminhos políticos, temos vínculo com cinco deputados Estaduais, dois deputados federais e dois senadores. Então a gente vai ter esse apoio necessário e eu acredito que o governador do Estado, Ratinho…. porque o padeiro foi a pessoa que na campanha dele, na primeira campanha, acompanhou a votação dele fez campanha para ele. E ele teve uma votação histórica em Guaratuba. Tenho certeza que ele se lembra disso. E o Estado é o Estado, ele não é desse ou daquele deputado para fazer os investimentos aqui, que já tem previsão de grandes investimentos: além da ponte, a engorda da orla, a duplicação da estrada, então tem grandes questões que ele vai estar nos apoiando para que a gente realize. Na campanha foi muito usada a imagem dele e eu não vi ele fazendo nenhum vídeo, dele fazendo campanha para para a candidata daqui. Acho que ele é o governador dos paranaenses e ele vai ser o nosso governador de Guaratuba e vai continuar sendo nosso Governador.

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