Portal da Cidade Guaratuba

Resgate de pinguim

Pinguim-de-Magalhães debilitado é encontrado na praia de Guaratuba

Animal foi levado à Secretaria Municipal do Meio Ambiente e encaminhado pela equipe do LEC/UFPR ao centro de reabilitação em Pontal do Sul

Publicado em 27/08/2026 às 11:21
Atualizado em

(Foto: Redes Sociais)

Um pinguim-de-Magalhães foi encontrado debilitado na manhã desta quinta-feira (27), em frente à Pousada Verde, na Avenida Visconde do Rio Branco, em Guaratuba. O caso ganhou repercussão após a divulgação de um vídeo nas redes sociais, no qual o animal aparece sendo amparado por moradores.

Após o resgate, o morador responsável pelo acionamento levou o pinguim até a Secretaria Municipal do Meio Ambiente (Semma) de Guaratuba. Em seguida, uma equipe do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC/UFPR), responsável pela execução do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) no litoral paranaense, buscou o animal.

O pinguim foi encaminhado ao Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD), em Pontal do Sul, onde receberá os cuidados necessários. Após a avaliação e o processo de reabilitação, a equipe técnica determinará se o animal apresenta condições para retornar ao habitat natural.

Encalhes aumentam durante o inverno

A presença de pinguins-de-Magalhães no litoral paranaense é comum nesta época do ano. Os animais chegam anualmente à costa brasileira entre maio e setembro, durante a migração em busca de alimento. A espécie se reproduz na Patagônia, em territórios da Argentina e do Chile, e percorre milhares de quilômetros pelo Atlântico Sul.

Grande parte dos indivíduos encontrados no Brasil é formada por juvenis em sua primeira migração. Durante o trajeto, alguns chegam às praias com sinais de desgaste, desidratação, hipotermia e baixo peso. Também podem ser afetados por ações humanas, como a interação com redes de pesca e a ingestão de resíduos sólidos.

No Litoral do Paraná, o monitoramento, o resgate e a reabilitação desses animais são realizados pelo Laboratório de Ecologia e Conservação (LEC) da Universidade Federal do Paraná (UFPR). A instituição executa, no Estado, o Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) e mantém o Centro de Reabilitação, Despetrolização e Análise de Saúde da Fauna Marinha (CReD), para onde são encaminhados os animais que necessitam de atendimento especializado.

Entre 31 de maio, quando foram registrados os primeiros casos da temporada, e 31 de julho, o PMP-BS contabilizou 198 pinguins-de-Magalhães encalhados no litoral paranaense. Desse total, 165 foram encontrados mortos e 33 chegaram vivos às praias, sendo resgatados e encaminhados para atendimento no CReD.

De acordo com a médica-veterinária Juliana Bresciani, do PMP-BS/LEC-UFPR, a maioria dos animais resgatados apresenta um quadro conhecido como “síndrome do pinguim encalhado”.

Os pinguins normalmente chegam debilitados, com baixo escore corporal, desidratação, hipotermia e necessitando de cuidados intensivos para seguir com a migração. Além disso, durante os atendimentos também identificamos casos relacionados à interação com atividades humanas, como marcas de emalhe em redes de pesca”, explica.

Segundo a monitora de campo do PMP-BS/LEC-UFPR na Ilha do Superagui, Evanise da Silva Nunes, o atendimento inicial ainda na praia é fundamental para aumentar as chances de recuperação.

Durante o monitoramento, encontramos pinguins debilitados e é parte do nosso trabalho realizar uma avaliação externa rápida da condição do animal, repassar aos veterinários as informações colhidas e, seguindo as orientações deles, realizar os primeiros cuidados para encaminhá-lo ao CReD o mais rápido possível”, afirma.

O que fazer ao encontrar um pinguim

A orientação é não tentar alimentar, molhar ou devolver o pinguim ao mar por conta própria. Mesmo que não apresente ferimentos aparentes, o animal pode estar debilitado e precisar de atendimento especializado.

A população deve manter distância, evitar a aproximação de cães e outros animais e entrar em contato com a equipe do LEC/UFPR pelos telefones 0800 642 3341 ou (41) 99213-8746.


Fonte: Portal da Cidade Guaratuba

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